Espiritualidade Contemporânea

 

PROJETO MERCADOLÓGICO

 

Tornou-se lugar-comum afirmar, principalmente em meios mais desinformados que alimentam preconceitos com o vertiginoso processo de mudança da vida cotidiana que passamos atualmente, que ainda não se conseguiu ganhar dinheiro com Internet. Porém, uma vez que esse preconceito tem um peso considerável, a afirmação passa a ser parcialmente verdadeira, visto que inviabiliza qualquer investimento que a desminta - principalmente nos mercados locais mais descompassados com a globalização.  A Internet enquanto negócio existe e vem evoluindo em uma direção ainda imprevisível, não só do ponto de vista econômico, mas, sobretudo, como um fator social determinante do futuro. 

Enquanto 'mídia', ou veículo de comunicação, podemos dizer que essa 'má fama' e a conseqüente sub-utilização publicitária da rede se deve a dois aspectos principais: ao predomínio de profissionais de informática (webmasters e webdesigners) na Internet e uma incompreensão de sua nova natureza mercadológica. De fato, durante muito tempo o 'negócio' da Internet era o seguinte: uma empresa ou pessoa 'fazia uma página' e não ganhava absolutamente nada com isso: não aumenta suas vendas, ninguém ficava conhecendo sua empresa ou descobrindo seus produtos. A página nada mais era que uma vitrine virtual, fria, a qual apenas um número muito reduzido de pessoas tinha acesso. Porém, no exterior e nos grandes centros, a Internet vem pouco a pouco se transformando em uma Mídia e, também aos poucos, profissionais de comunicação (jornalistas e publicitários) vêem transformando a rede um veículo interativo e segmentado, capaz proporcionar (e mesmo propulsionar) um aumento significativo de negócios e contatos para seus investidores.

Nesse contexto contemporâneo da Internet como Mídia, ressaltamos três particularidades: a produção de conteúdo, a segmentação do público-alvo em mercados regionais e a mudança do fluxo do interesse dos anunciantes.

Por mais que os profissionais de informática insistam, a prestação de serviços jamais não vão substituir a produção de conteúdo (texto, foto, vídeo) caso que consolide a tendência da Internet se transformar em uma mídia. A idéia de serviços pagos e de exclusividade de acesso ao conteúdo é cada vez minoritária, na razão inversa do crescimento de sites com publicidade, serviços gratuitos e conteúdo jornalístico. A entrada dos profissionais de jornalismo e de publicidade acarreta, no entanto, além de uma grande resistência dos profissionais de programação e de análise de sistema já existentes no mercado, em um considerável aumento de custos para produção das páginas.

Exemplos: quase ninguém vai a um site de supermercado consultar suas ofertas e fazer pedidos, mas muitas dona-de-casa assistiriam a uma foto-novela picante ou se interessariam por um site de receitas culinárias diet e, vendo o banner das ofertas do supermercado, efetuariam um pedido.  

A segunda questão que se coloca é de se esse aumento de custos realmente viabiliza ou não a Internet como mídia, se um anunciante tem ou não um retorno significativo do que investir em um determinado site. O risco é proporcional ao planejamento e à correta segmentação do público-alvo em mercados regionais - o que muitas vezes leva a um especialização.

Exemplos? Duas pousadas fictícias na praia de Pipa, após fazerem suas home-pages sem nenhum benefício, decidem anunciar em sites temáticos com o objetivo de, além de aumentar o número de reservas, modificar o perfil do turismo de tipo sexual que os visita. A primeira, pela proximidade do Santuário Ecológico, financia 'A história do romance entre o golfinho e a tartaruga', feito em Flash e ambientado na praia de Pipa. A segunda pousada decide investir em um site sobre 'Surf' e se especializa nesse tipo cliente. Reparem que para realizar seus objetivos comuns (aumentar as reservas e mudar o perfil dos turistas) através da utilização da Internet como mídia, as pousadas fictícias tiveram que se especializar. Acontece que essa 'especialização segmentada' rompe com a antiga lógica da comunicação de massa, de um tipo de abordagem publicitária ou comunicacional voltada para todos, etc ...

Chegamos então ao terceiro ponto: há uma nova formatação mercadológica que apenas a Internet é capaz de explorar a baixo custo e com um retorno exponencial. Na formatação mercadológica tradicional, formada principalmente pelas redes de rádio e TV, existem anunciantes nacionais e locais. Já a nova formatação mercadológica é formada por dois perfis diferentes: o anunciante local que quer colocar seu produto a nível nacional, no sentido oposto ao do anunciante nacional tradicional, e o anunciante nacional especializado que quer atingir um público algo segmentado regionalmente, o que também seria bastante complicado de fazer através das mídias tradicionais pulverizadas em diferentes estados.

O melhor exemplos é nossa proposta de fazer um revista sobre espiritualidade contemporânea, consorciando os anunciantes locais interessados em se globalizar com anunciantes nacionais interessados em se capilarizar dentro de uma proposta editorial de alta qualidade, segmentada para o público de classe média alta das capitais nordestinas, interessado em uma abordagem contemporânea do esoterismo e da espiritualidade, de temas associados ao universo da auto-ajuda, da medicina alternativa e das terapias holísticas.

De forma que estabelecemos três etapas sucessivas de desenvolvimento do projeto Nova Gnose: o período de enraizamento e consolidação local, o período de regionalização para outros estados e, finalmente, a nacionalização definitiva do conteúdo e dos anunciantes da revista. Cada etapa conta com objetivos e estratégias comerciais próprias para, de forma progressiva e gradual, alcançar a meta final da revista que é de se tornar um portal jornalístico especializado em assuntos espiritualistas, ou mesmo, associando-se a um provedor maior, tornando-se um canal esotérico de um dos grandes portais do mercado brasileiro.


Número 1 - Outubro/Novembro/Dezembro de 2001

Terapia de Vidas Passadas (TVP), Carlos Castanheda, Ufologia, Eneagrama, Tarô.

O piloto da revista já está disponível em: http://revistanovagnose.cjb.net/.


Número 2 - Janeiro/Fevereiro/Março de 2002

Sai Baba e a Educação, Biodança, a Jurema Nordestina, matéria especial voltada para o Encontro da Nova Consciência em Campina Grande durante o Carnaval.


Número 3 - Abril/Maio/Junho de 2002

Edição temática voltada Cultura Terapêutica Chinesa no Nordeste: Kempô e a teoria dos cinco elementos, as artes marciais (Kung-Fu e Tai Chi Chuan, as massagens de Shia-Tsu e Do-in, o I Ching (O Livro das Mutações), os animais do horóscopo chinês.


Número 4 - Julho/Agosto/Setembro de 2002

Projeciologia: sonhar é uma ciência ou uma arte? Quatro biografias marcantes do esoterismo contemporâneo: Krisnamurti, Rudolf Steneir, Gurdjieff e Oslo.


Número 5 - Outubro/Novembro/Dezembro de 2002

Noventa e quatro anos de Umbanda. As diferenças entre Umbanda e Candomblé. A Nova Gnose entrevista a Gnose, organização fundada por Samael Auor Wiener.


 

Paralelo a esse planejamento editorial do conteúdo da revista voltado para essas etapas, estabelecemos também três diferentes estratégicas comerciais em relação aos nossos possíveis anunciantes:

  1. AGENDA DE EVENTOS ESOTÉRICOS - Este espaço destina-se à divulgação de cursos, programas, palestras, seminários, oficinas, maratonas, workshops e congressos ou quaisquer eventos do interesse de seus leitores. Trata-se, portanto, de um serviço jornalístico e a inclusão do evento na agenda é gratuita, ficando a critério dos editores. A agenda cobrirá inicialmente os eventos da cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, mas pretende, em breve, noticiar eventos de outras capitais nordestinas. Porém, mais do que uma simples coluna de eventos esotéricos e alternativas, nossa agenda pretende também consorciar os pequenos empreendedores locais (comerciantes, terapeutas, professores) aos grande anunciantes nacionais do setor. A idéia é dar visibilidade às iniciativas locais para que elas sejam melhor conhecidas a nível nacional, permitindo assim aos anunciantes nacionais mais segurança e garantia de retorno de seus investimentos.

  2. CIRCUITO HOLÍSTICO NORDESTINO - Circuito é uma Rede de Eventos para Formação de públicos específicos. O projeto Seis e Meia e as micaretas (os carnavais fora de época) são exemplos de circuitos vitoriosos. A idéia básica é de uma agenda regional de circulação de profissionais por diferentes pontos semelhantes. Esta circulação, além de propiciar o enriquecimento técnico e experiencial dos profissionais, deve ampliar o público de cada local e fortalecer assim cada um dos pontos da rede. No caso, os Circuitos Holísticos Nordestinos são um projeto de criação de várias redes de profissionais e estabelecimentos, voltados para a prestação de serviços na área de saúde. O primeiro circuito deverá ser o de Tai-chi Chuan e massagens orientais, envolvendo profissionais que trabalhem com essas técnicas, com visitas e mini-eventos regionais nas principais praias e praças das capitais nordestinas. Em um segundo momento, estuda-se também a possibilidade de visitar os principais presídios nordestinos, não apenas por motivos humanitários, mas para reativar a atenção da mídia para o projeto do Circuito. Este projeto interessa tanto aos anunciantes nacionais segmentados (como planos de saúde) como aos próprios participantes locais que, com a regionalização, ampliam seus mercados.

  3. PRODUTOS NATURAIS NO ATACADO - Enquanto a Agenda corresponde a uma etapa mais local e a proposta dos Circuitos Holísticos Nordestinos representam a regionalização de nossa revista, a venda de produtos naturais, esotéricos e alternativos no atacado corresponde a um terceiro estágio, centrado na idéia de grandes anunciantes nacionais interessados no mercado regional segmentado de produtos naturais. A idéia é de um cadastro de pronta entrega  sem estoque. Os pedidos seriam retransmitidos aos vários fornecedores. Assim, não se trata de publicidade, mas de vendas. O site seria remunerado por um percentual sobre as vendas realizadas através do sistema + uma quota fixa pela participação em nosso cadastro.

Página 01 - Capa
Foto e chamadas da Matéria Principal, da entrevista, do livro do mês e dos textos
Página 02 - Editorial, Chager, Expediente
Página 03 - Matéria Principal
Um tema com várias retrancas, cada número pode ser sobre um assunto: Cultura Chinesa, Espiritismo, Paz Mundial, etc
Página 04 - Entrevista
Em conexão temática com a matéria principal.
Página 05 - Matérias secundárias
Página 06 - Colunas e Textos
Notas diversas por estado, textos raros e famosos
Página 07 - Livro do Mês
Resenhas dos livros mais interessantes do momento
Além das várias Páginas Fixas de Links sobre diferentes assuntos esotéricos e afins